O papel da ANA
O papel da ANA não é o de formular e executar estratégias de forma centralizada, nem o de substituir, se sobrepor, coordenar ou interferir na autonomia das diferentes redes e organizações. A existência da ANA se exprime e se justifica pela necessidade de interação e mútua fecundação entre essas redes e organizações para que, juntas, possam construir crescentes capacidades de influência nos rumos do desenvolvimento rural no Brasil.
Faz parte dos objetivos da ANA o combate ao modelo de desenvolvimento ambientalmente predatório e socialmente excludente que tem predominado no Brasil nos últimos 50 anos, baseado na chamada “Revolução Verde”, e que no momento atual vem se expressando politicamente no “agronegócio”.
As organizações que participam da ANA desenvolvem ações concretas e buscam construir uma sociedade mais justa e democrática, com respeito à diversidade de realidades sócio-ambientais, com reconhecimento das formas tradicionais de conhecimento e de apropriação da terra e de outros recursos naturais. Lutam pelo resgate da dívida social no campo; pela democratização do acesso à terra, à água e aos recursos genéticos; pela equidade nas relações de gênero; pelo fortalecimento da produção familiar; pelo desenvolvimento local sustentável; pela geração e apropriação social do conhecimento agroecológico; pela participação ativa das populações na formulação e gestão das políticas públicas.
Maiores detalhes sobre propostas que norteiam a ANA podem ser lidas na Carta Política do I ENA – Encontro Nacional de Agroecologia.
A ANA está em construção e sua efetiva consolidação depende do fortalecimento de processos organizativos e da intensificação de ações de experimentação e desenvolvimento local que permitam a participação de todos os interessados no avanço da agroecologia no Brasil.
São objetivos da ANA:
- dar visibilidade e valorizar as experiências de agroecologia, promovendo a interação entre elas;
- elaborar estratégias para o enfrentamento do agronegócio e para a construção da agroecologia;
- formular críticas e propostas de políticas públicas;
- promover dinâmicas de ação conjunta entre movimentos, redes, organizações e processos sócio-organizativos locais, regionais e nacionais;
- fortalecer redes locais, regionais,nacionais e de movimentos do campo agroecológico;
- construir sínteses coletivas e consensos políticos em seu campo de atuação;
- estabelecer canais de diálogo e fortalecer alianças com outros movimentos, redes e organizações fortalecendo a capacidade de influência do campo agroecológico;
- expressar-se para o conjunto da sociedade, trazendo temas e questões de interesse da agroecologia para o debate público.