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Propostas para a agricultura familiar no Rio de Janeiro são apresentadas às candidatas e aos candidatos nas eleições de 2018

A Articulação de Agroecologia do Rio de Janeiro (AARJ) apresenta a sua agenda política às candidatas e aos candidatos ao governo do estado do Rio de Janeiro e aos cargos de deputadas/os estaduais e federais, com propostas a serem discutidas no processo eleitoral de 2018.

Na carta aos candidatos/as, a AARJ contextualiza a produção e o consumo de alimentos no Rio de Janeiro: o estado “importa a maior parte dos alimentos que consome, fruto da ausência de políticas de apoio à agricultura no estado, o que fez com que a área plantada com lavouras diminuísse de 392.543 hectares (ha) em 1990 para 123.982 ha em 2016. Em alguns casos a produção de alimentos praticamente desapareceu, como é o caso do arroz, cuja área plantada caiu de 23.390 ha em 1990 para 251 ha em 2016. Também no caso do feijão a redução foi drástica, caindo de 15.601 ha em 1990 para 1.720 ha em 2016”.

A Articulação também denuncia as tentativas de privatização da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) e do recente veto do prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella (PRB), à Lei Orgânica de Segurança Alimentar e Nutricional, aprovada na Câmara de Vereadores com apenas dois votos contrários.

Por outro lado, a carta afirma a importância da agricultura familiar existente no estado, que, embora  numerosa, é invisibilizada tanto pela mídia empresarial quanto nos debates públicos.  No caso da agricultura praticada em áreas urbanas essa invisibilidade é ainda mais acentuada por um projeto de cidade que não compreende as ruralidades.

Discutir essas questões com os/as candidatos/as é uma prioridade para a AARJ, que apresenta 18 pontos em sua agenda política, desde a adoção de um programa de redução do uso de agrotóxicos no estado à criação do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) estadual, com destinação de R$ 20 milhões por ano. Este programa deve destinar os alimentos adquiridos pelo Estado a populações vulneráveis ao risco de fome e de insegurança alimentar e nutricional.

Lei aqui a carta na íntegra

 

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